LGPD: The data is mine

LGPD: The data is mine
Com a vigência da nova lei a partir de agosto de 2020, como cumpri-la e ainda usar os dados dos usuários em estratégias assertivas?

Faltando menos de 10 meses para entrar em vigor, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) muda completamente o modo como as informações pessoais serão tratadas no Brasil. Sancionada há pouco mais de um ano (lei 13.709 – 14/08/2018), ela estabelece diretrizes importantes e obrigatórias para coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais, transformando as relações entre empresas e consumidores. Um novo modelo de governança será adotado e contribuirá para melhorar o relacionamento com o cliente, tornando tudo mais transparente, já que nada será feito sem o seu conhecimento e consentimento. Para as corporações, diversas regras sobre privacidade de dados serão unificadas. No meio disso estão as empresas de contact centers, cuja mudanças exigirão ajustes e evoluções importantes em suas plataformas tecnológicas de atendimento. Será uma nova forma de ver o cliente. 

A LGPD foi inspirada na General Data Protection Regulation (GDPR), em vigor há um ano na União Europeia e que já trouxe resultados concretos. Dados divulgados pela Comissão Europeia revelam que 67% dos consumidores do Velho Continente ouviram falar sobre a nova regra e 57% dos entrevistados sabem da existência de uma autoridade pública responsável pela proteção de dados pessoais. Em apenas um ano, as reclamações às autoridades de proteção de dados europeias por supostas violações ao marco regulatório chegaram a mais de 144 mil e resultaram em mais de 89 mil notificações. Só em multas, o GDPR gerou 56 milhões de euros. Especialistas apontam que o volume alto de punições poderia ter sido maior se não fosse o período de adaptação das empresas e dos consumidores. Aqui no Brasil, a expectativa é que a nova lei traga segurança e transparência para todos.

A Callink também já está se adaptando à nova realidade que se apresenta para as empresas de contact centers. Por ter contato com inúmeros dados pessoais diariamente, elas devem criar estratégias para estar em compliance com a lei, bem como estruturar formas de trabalhar o consentimento dos titulares dos dados. “Além disso, deve haver também a aderência às normas de proteção de dados por parte dos tomadores de serviços, que, na maioria dos casos, serão considerados como controladores de dados”, diz Eduardo Santana Moura, diretor financeiro da Callink.

Créditos: Revista Best Performance – 31ª edição